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O VALE DO LIMA (P.Lima/Rio Lima)


HISTÓRIA DE PONTE DE LIMA

Em relação à sua génese, não há certeza, nem quanto ao tempo nem quanto ao povo:

1304 a. C. (Fundação pelos gregos)

Uns atribuem a sua formação ao ano de 1304 a. C, resposabilizando os Gregos;

500 a. C. (Fundação pelos túrdulos)

Outros dizem ter sido os Túrdulos que a fundaram em 500 a.C.
A nós não nos parece muito credivel terem sido os Gregos os fundadores de Ponte de Lima. É que é pouco provavel que estes navegadores do Mediterrâneo se aventurassem até tão longe deste mar e ainda por cima aqui se redicassem. Eles eram essencialmente mercadores...

130/140 a. C. (Construção de ponte romana)

Esta povoação localizava-se na estradas romanas da Península Iberíca daí que estes tenham aqui construido uma ponte que lhes facilitasse a travessia do rio Lethes ( assim lhe chamavam os romanos).

114 a. C. (denominação de Forum Limicorum)

Ao certo, sabe-se que em 114 a.C. os romanos se referiam a uma terra, exactamente neste local, denominando-a de Forum Limicorum - Praça dos Limios. Limios eram uns povos que nesta zona viviam.
Talvez por ficar "no caminho" Forum Limicorum nunca se desenvolveu muito tendo sido arrasada diversas vezes por diferentes povos.

Séc. V (Destruição pelos bárbaros)

Sucessivas hordas de povos bárbaros - Godos, Vândalos e Suevos - destruiram-na.

Séc. VIII (Saqueada pelos normandos)

Também os Normandos, que ajudavam os povos da Península no combate contra os Mouros, a vandalizaram e cometeram barbaridades contra estas gentes.

997 (Arrasada pelos mouros / denominação de Limia)

Os Mouros, já em em plena reconquista cristã, destroiem-na completamente.
Mesmo após a expulsão dos Mouros desta região , este lugar não se repovoa e deixou de se chamar Forúm Limicorum para se denominar apenas de Límia.

1125 (Carta de Foral)

Nesta data, D. Teresa, condessa de Portucale, concede-lhe carta de foral e feira a 4 de Março.
Contudo, esta terra é pertença de uma só pessoa - Sesnando Ramires.
Após a atribuição da carta de foral são criadas diversas Honras na margem direita do rio Lima e Coutos na margem esquerda. Digamos que a Nobreza ficou com a posse das terras a Norte e o Clero com as do Sul.

Séc. XIII ( Construção da ponte medieval / Ponte de Lima)

É construida uma ponte de quinze arcos, por cima da destruida e obsoleta ponte romana. Surge a ponte medieval - hoje é o ícone de Ponte de Lima- no tempo de D. Afonso III.
E é esta ponte que cruza o Lima que vai dar origem à actual denominação da vila.

Séc. XIV ( edificção das muralhas)

As muralhas são construidas numa fase tardia, posteriores à construção da ponte, talvez motivada pelas guerras constantes com Castela em que os reis portugueses se envolveram nesta fase da nossa história. Têm várias portas e torres.
Hoje só restam duas torres: a de S. Paulo, a montante, e a da Cadeia ou da Porta Nova mais a jusante do Lima.

1603 (Construção do chafariz)

É construido o chafariz. É curiosa a data de construção de outra das marcas de Ponte de Lima já que ela é feita em pleno dominio filipino.

RIO LIMA

O Lima (em galego Limia) é um rio internacional que nasce a uma altitude de 975 m no monte , na província de Ourense, na Galiza, Espanha. No seu percurso galego de 41 quilómetros, o rio é muitas vezes designado por nomes locais, como Talariño, Freixo ou Mourenzo, apesar da designação oficial galega ser Limia; aí passa, entre outras povoações da província de Ourense, por Xinzo de Limia, à qual dá o nome.
Entra em Portugal, próximo do
Lindoso e passa por Ponte da Barca e Ponte de Lima, até desaguar no Oceano Atlântico junto a Viana do Castelo, após percorrer um total de 108 quilómetros.



Este rio foi apelidado de "Lethes" (Lete) por Estrabão, e fabulado profusamente na mitologia Greco-Romana como o rio do esquecimento, da dissimulação. Também era chamado de Belion.
Mitologia e geografia cruzaram-se num momento histórico, em , quando o general Romano Decimus Junius Brutus dispõe-se a derrubar o mito, já que o rio impedia a progressão da sua campanha militar na região. Atravessou o Lima só e, da outra margem, chamou os seus soldados, um por um, pelos seus nomes. Os seus soldados, espantados pelo facto do seu general manter a memória, atravessaram então o rio, sem medo, claudicando o mito do Lethes.
Em Portugal, tem um comprimento aproximado 66,9 Km e uma área de bacia de aproximadamente 2 370 Km².

Afluentes mais importantes


Os afluentes mais importantes do rio Lima, em território português:

Rio Castro Laboreiro

Rio Vez


Pontes sobre o Rio Lima

Sobre o rio Lima, podemos encontrar várias pontes, algumas com importância histórica, das quais se destacam:
Ponte sobre o Lima, em Ponte da Barca
Ponte sobre o Lima, em Ponte de Lima
Ponte Eiffel, em Viana do Castelo


Barragens


Barragem do Alto-Lindoso

Barragem de Touvedo

Referências


Sabe-se hoje que o Rio Lima tomou ao longo dos tempos quatro nomes: Lethes, Oblívio, Belion e Limea (ou Limaia).
Limea ou Limaia deve ser a designação mais antiga - parece ter origem no termo indo-europeu Lim que posteriormente terá dado Lime, e cujo significado será terreno alagadiço ou lodo. Há referências ao seu uso pelo autor espânico Pompónio Mela, para se refir ao Lima como um rio de margens pantanosas ou lamacentas. O termo Latino Limici tem sido interpretado como referência aos povos que habitavam a região pantanosa da nescente do rio [Lima]
Belion Esta designação terá sido usada pelo autor grego Estrabão [geógrafo que descreveu com certo pormenor a Peninsula Ibérica e que viveu entre 63 a.C. e 19 d.C.], e a sua origem deve estar ligada à antiga designação de lusitanos -" belitanos".
Lethes e Oblivio significam esquecimento (Lethes é o termo latino e Oblivio é o equivalente termo grego). Segundo a mitologia grega, Lethes era o rio que corria no Inferno, e cujas águas tinham a particularidade de provocar o esquecimento, pelo que os condenados bebiam delas, a fim de esquecer o passado e o sofrimento em que viviam. Segundo Estrabão, foram os Celtas de Anas ou os Túrdulos que, durante uma expedição guerreira a estas terras, depois de atravessar as águas deste rio, perderam o seu chefe e se esqueceram completamente das suas origens, pelo que assim "baptizaram" este rio. Porém, alguns autores latinos referem a origem do oblivionis fluvius, como estando ligada a uma ardilosa forma de os habitantes desta região intimidarem os soldados romanos comandados por Décimus Junus Brutus", impedindo-os, pela superstição, de atravessar o Lethes, sob pena de nunca mais regressarem, já que se sesqueceriam de tudo.




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